domingo, 2 de dezembro de 2012

São três e meia da manhã e eu estou aqui na frente do computador super cansada. Cheguei quase agora da rua. Fui tentar me divertir, me distraí, tentar esquecer, ocupar minha mente. Eu sei, todo mundo já passou por um fim de relacionamento. Sei que todos sabem como é difícil, como dói principalmente quando você termina amando ou terminam com você, você amando. Eu sempre defendi o amor, e defendo-o com unhas e dentes. Mas eu me olho no espelho e vejo a imagem de uma garota que sorrir para todos mas que guarda um segredo dentro de si. Um amor, um amor que não tenho ideia de como se alojou no meu peito. Um amor que não teve e não terá consumação. Então revejo as minhas decisões. Poderia ter ficado no cômodo. Poderia dizer que amava e que iria tentar milhares de vezes. Mas tentar de novo? Eu sei o fim dessa história. Enquanto o cara que tocava a música do Coldplay lá no bar, eu pensei em tudo que aconteceu nessas últimas semanas. Do ‘estamos bem’ ao ‘terminou definitivamente’. Até minhas últimas palavras. Então penso em como não vai ser fácil. Eu não posso tentar de novo. Não, eu não posso. Talvez seja medo de me magoar, medo de sonhar tantas coisas e no final todas serem despedaçadas. Quer dizer? Vamos ser sinceros, qual a chance exata de darmos certo? Nenhuma. Você nem se quer deixa eu te ouvir. Tudo bem, eu sempre fui compreensiva. Mas cara… Você acha que não sinto vontade de ouvir você me dizer suas coisas, me dá um boa noite, um bom dia, ou um simples oi? Aí você pergunta: ‘Você desistiu por isso?’ Não. Eu desistir porque nossa amiga tinha razão. Quantas vezes terminamos e voltamos? Quantas vezes eu voltei atrás de você, eu te magoei mesmo sem querer e te pedi perdão? Quantas vezes você também me magoou mesmo que sem querer e eu engoli seco só pra não estragar o que tínhamos? Quantas vezes eu te disse que você era o homem da minha vida? Que eu sonhei com você? E pra quê? Pra no final tudo terminar e todos meus sonhos contigo serem frustrados? Você não viria me ver, e dificilmente eu iria te ver. Eu acho que é difícil levar um relacionamento assim. Se é os motivos que você quer, eu darei: O mundo. O mundo é o motivo para não ficarmos juntos. ‘Ah Flávia! Mas quando um casal se ama de verdade nem a distância os separa!’ A distância acaba com qualquer coisa verdadeira. A impossibilidade também. Eu sei que pode ser um pouco tarde pra terminar já que estávamos envolvidos dessa forma. Mas se eu deixasse, iríamos nos envolver. E o que isso ia dar? Tragedia. Só tragedia. Então o que você acha melhor? Um fim trágico ou uma tragedia sem fim?
Um dia me agradecerá por tudo isso, por ter te deixado, por ter deixado você seguir sua vida.
Mas agora tenho que ir. É tarde, estou com sono e com vontade de chorar. E não quero chorar.
Flávia Cavalcante

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